Artigo Escrito por nossa Gerente Comercial Grazielly Milhomem para o Jornal Contexto e merece ser compartilhado por aqui.

 

Deveria ser regra geral, mas não é. Muita gente sonha com um ambiente aconchegante e versátil, mas nem sempre faz o planejamento necessário para sua execução. Planejar um ambiente é buscar o melhor aproveitamento do espaço com conforto, funcionalidade e beleza, e que no final resulta em inúmeros benefícios.

O primeiro passo é consultar um profissional especializado, como um designer de interiores ou um arquiteto. O profissional vai coletar dados para os estudos do projeto por meio de um briefing onde reunirá todas as informações e instruções fornecidas pelo cliente. O objetivo é compreender as necessidades reais, referências, costumes, gostos e rotina. Depois do levantamento feito é hora de iniciar os trabalhos com bagagem suficiente para seguir as próximas etapas com segurança. O designer ou arquiteto apresenta o projeto com o uso de plantas, memoriais, esquemas, em três dimensões (3D), de maneira que o cliente consiga compreender facilmente a proposta.

A vontade de planejar é atrelada ao sonho de organizar espaços pequenos ou grandes, internos ou externos, na cidade ou no campo. A importância em se sentir bem, em casa ou no trabalho, é sempre o objetivo a ser alcançado. Por isso, o projeto visa à personalização, integrando ou dividindo, mas sempre otimizando o espaço, conferindo o bem estar, praticidade e unidade estética, em busca da valorização espacial.

Mas não é só isso. O planejamento de um espaço também traz grandes benefícios, quando o assunto é ergonomia (relação entre o homem e seus meios, métodos e espaço). O resultado é a geração de uma perfeita união entre as condições, capacidades e limitações físicas, além de psicológicas, aumentando a eficiência organizacional, segurança e saúde. Em muitos casos, lembramos da ergonomia somente quando nos deparamos com algum tipo de problema causado pela falta dela. Uma cadeira desconfortável que nos leva a uma dor lombar, o degrau de uma escada que provoca dores nas pernas, uma iluminação insuficiente que nos obriga a forçar a visão. A proposta é fazer o meio se adaptar ao homem, conseguindo uma harmonia perfeita entre conforto e necessidade.

O estudo do layout também é importantíssimo em um projeto. É ele que vai definir posições, proporções, divisões, iluminação, estruturas de automação, pontos elétricos e hidráulicos, forro e seus detalhes, pisos quentes e frios, materiais, revestimento, marcenaria planejada com diversas opções de largura, altura, profundidade e textura, mobiliário customizado, tecidos, objetos de arte, paleta de cores, pedras naturais e sintéticas. Sem contar diversos outros detalhes que sozinhos passam despercebidos, mas colaboram na criação de espaços multifuncionais, com efeitos especiais, proporcionando sensação de aconchego e identidade. Isso tudo dentro de normas técnicas vigentes.

Residencial ou corporativo, o ambiente planejado requer investimento, mas os resultados justificam sua adoção. Se avaliado o custo benefício do ambiente planejado, vemos que é impossível dispensá-lo. Móveis planejados e pontos elétricos bem dispostos e em quantidade suficiente, evitam gastos futuros com mão de obra e reposições, por exemplo. Se considerarmos a cozinha em um ambiente residencial vamos concluir que receber e cozinhar são prazeres entrelaçados. Afinal, estamos vivendo em um “tempo gourmet”. A organização possibilita uma boa disposição de utensílios e eletro portáteis, uma circulação facilitada na área de trabalho como o triângulo coaxial (pia, fogão e geladeira), auxilia em um momento gourmet de praticidade e lazer.

Nos ambientes corporativos, a decoração e o fluxograma são relevantes, mas a ergonomia é sem dúvida o ponto alto. Boa circulação, iluminação adequada, mobiliário sob medida, disposição de eletros (monitores, teclados, mouses, telefones, impressoras e etc.), acessibilidade entre outros, reduz a ocorrência de problemas médicos como: escoliose, lombalgia, hérnia de disco, dores de cabeça. A ergonomia gera o aumento da produtividade, o sentimento de valorização dos colaboradores e harmonia no ambiente.

Na busca por uma qualidade de vida melhor, investir em um planejamento de ambiente é sempre um excelente negócio. É ver o fim desde o começo.

Por Grazielly Milhomem

Designer de Interiores – UFG 2006